Quinta-feira, 17 de Março de 2011

IPRIS Policy Brief 6

Obama's visit to Brazil: patching old wounds and pointing the way ahead

Pedro Seabra

On the eve of US President Barack Obama's visit to Brazil, the state of relations between the two countries understandably comes under renewed focus, with many policymakers and observers keen on testing the waters between the two often-strayed partners. As expected, the stakes are naturally high since this will mark Obama's first official visit to South America. The selection of Brazil as the initial stopover is therefore not without its underlined geopolitical significance. More so, if one takes into account the new tenant of the Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, and her latest indications that slight foreign policy 'nuances' are to be expected in the coming future, including when it comes to dealing with the US in the present international context.

 

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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

IPRIS Viewpoints 34

Brazil's selective nuances: the Argentinean example

Pedro Seabra

With the new Brazilian government still settling in after its recent inauguration, it is only natural that the international community remain expectant regarding Dilma Rousseff and her team's intended governing path. Pinpointing possible changes of course or indications of continuity for Brazil in the coming years has thus become a priority for many world capitals, eager to discover if President Lula da Silva's successor will bring with her any real political change.

 

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publicado por IPRIS às 19:33
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Quo vadis Dilma?

Paulo Gorjão

 

No novo ciclo da política externa brasileira que agora se inicia, as duas palavras de ordem da nova Presidente Dilma Rousseff serão continuidade e aprofundamento. Naturalmente, o estilo pessoal será outro e é muito provável que, sem introduzir grandes rupturas, o Brasil procure adoptar um perfil diplomático um pouco mais discreto.

Isto dito, tal como fez o Presidente Lula da Silva entre 2003 e 2010, Dilma continuará a apostar nos próximos anos na consolidação do estatuto regional do Brasil, privilegiando para esse efeito mecanismos de natureza multilateral como o Mercosul e a Unasul, uma vez que a manutenção e o reforço da sua posição hegemónica na América do Sul é crucial para a sua projecção de poder noutros palcos.

Tanto quanto se pode desde já antecipar, com Dilma muito possivelmente existirá uma aposta ainda mais vincada do que com Lula na relação com os países emergentes – não só os BRIC (em breve BRICSA), mas também os N-11 –, mas que, em todo o caso, estará em consonância com as linhas mestras da política externa brasileira.

O embaixador norte-americano no Brasil, Thomas A. Shannon Jr., salientava em declarações ao New York Times que em 2003 o Brasil era uma potência regional com ambições globais, mas que actualmente aspira ao estatuto de potência global, tendo interesses regionais e responsabilidades internacionais. Esta inversão na caracterização do Brasil faz toda a diferença e permite compreender melhor a sua pretensão a um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, ou por exemplo a sua participação e empenho ao mais alto nível nas cimeiras dos BRIC ou do G-20.

Será, porventura, na relação com os EUA que Dilma poderá introduzir algumas nuances. Se, por um lado, enquanto aspirante a potência global, o Brasil terá de conquistar o seu próprio espaço, por outro, terá de o fazer procurando sempre salvaguardar a sua relação com a potência hegemónica mundial. É certo que a ascensão do Brasil no sistema internacional multiplica as hipóteses de fricção política e diplomática com os EUA. Porém, o Brasil dificilmente assegurará um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU se não souber articular uma estratégia que estabeleça um ponto de equilíbrio entre os seus interesses e os do EUA.

“O Brasil mudou muito em relativamente pouco tempo”, disse o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, António Patriota, no seu primeiro discurso. É verdade. Por isso, o principal desafio na década que agora começa consiste em adaptar e consolidar a sua agenda diplomática multi-vectorial, ao mesmo tempo que o Brasil se integra cada vez mais no sistema internacional e nos seus diversos centros de poder formais e informais.

P.S. -- No seu primeiro discurso após a tomada de posse, nas palavras que dedicou à política externa, Dilma não fez nenhuma referência explícita aos países lusófonos ou à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). António Patriota foi igualmente omisso na sua primeira intervenção pública. Os seus silêncios não foram propriamente uma surpresa. À excepção da sua fase inicial, a verdade é que o Brasil nunca atribuiu à CPLP – ou aos países de língua portuguesa no seu conjunto – um lugar central e incontornável na sua política externa. É a vida.

 

(Artigo publicado hoje no i.)

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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Dilma e o peso da sombra de Lula

Paulo Gorjão

 

Lula deixou o Palácio do Planalto sem que se saiba ainda o que lhe reserva o futuro e prometendo ir “viver a vida das ruas”. Muito se especulou ao longo de 2010 quanto ao futuro cargo internacional que Lula poderia vir a ocupar, aparentemente sem que se tenha encontrado nos bastidores qualquer solução. Gorada essa hipótese, pelo menos para já, acabou por se materializar o cenário que menos interessaria a Dilma: a permanência de Lula no Brasil.

Não sabemos ainda se Lula resistirá à tentação de interferir ou de expressar publicamente a sua posição quanto ao estilo ou decisões políticas de Dilma. Mesmo que não o faça, a sua sombra omnipresente – e omnipotente? – é mais do que suficiente para causar eventuais problemas à nova Presidente brasileira, sobretudo na primeira metade do seu mandato.

Dilma recebeu uma pesada herança, fruto de um ciclo governativo de inegável êxito e, mais tarde ou mais cedo, são inevitáveis as comparações entre os mandatos e os legados de Dilma e de Lula. Assim, independentemente da vontade dos intervenientes, a discípula sentirá o peso da sombra da figura tutelar, o que reforça mais ainda a vontade de se diferenciar e de encontrar o seu próprio espaço político. Uma tarefa que não se augura nada fácil, com ou sem Lula no Brasil.

 

(Artigo publicado hoje no Diário Económico.)

 

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publicado por IPRIS às 01:54
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

Dilma e a herança de Lula: um Brasil assimétrico

Pedro Seabra

 

Três dias depois da Presidente eleita, Dilma Rousseff, ter confirmado os nomes da sua equipa para a área económica, o Rio de Janeiro encontra-se a ferro e fogo, sinal evidente de que, apesar dos avanços conseguidos pelo Presidente Lula da Silva, as assimetrias sociais, o crime organizado e a violência continuam a ser desafios estruturais no futuro do Brasil.

Guido Mantega à frente do Ministério da Fazenda, Miriam Belchior no Ministério do Planeamento e Alexandre Tombini na presidência do Banco Central assumirão funções a 1 de Janeiro e os seus perfis indiciam uma continuidade nas políticas de Lula da Silva. A contenção de gastos já foi publicamente assumida pelos três como uma prioridade do novo Governo, muito embora a redução da pobreza, o desenvolvimento e o crescimento económico do país permaneçam como metas essenciais do futuro Executivo.

Sem margem para qualquer dúvida, Dilma Rousseff é uma escolha pensada para a continuação do trabalho de Lula da Silva, sendo certo que a imagem e influência do ainda Presidente condicionarão a margem de manobra da futura Presidente. Aliás, esta é a grande incógnita: Dilma Rousseff conseguirá capitalizar o legado do seu antecessor ou, pelo contrário, a imagem de Lula da Silva ser-lhe-á prejudicial?

Independentemente da resposta, que só o tempo poderá esclarecer, Lula da Silva ficará sempre associado a um Brasil em rápida ascensão e com uma dimensão internacional inédita. Dilma Rousseff herda um Brasil de sucesso, mas recebe também nos braços um outro Brasil que os acontecimentos do Rio de Janeiro ilustram com grande clareza.

 

(Artigo publicado hoje no Diário Económico.)

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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

IPRIS Viewpoints 24

A golden opportunity for Dilma Rousseff

Pedro Seabra

 

Dilma is in a much better position than most President-elects. Not only does she have the necessary amount of time to bring together a competent and credible team -- that can cover for her, when she decides to invest more time in internal issues, a more than probable scenario -- but she also enjoys the active support of Lula da Silva, who is more than happy to show her the ropes of international politics and point the way of greater emergence in the world's establishment.

 

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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

IPRIS Viewpoints 17

Is foreign policy an issue in Brazil's presidential elections?

By Pedro Seabra

Brazil's foreign policy has gained substantial gravitas during Lula's two terms at the helm of the country. Consequently, any candidate's intended plans for the country's policy abroad should be given some much needed focus and dignified attention. As Brazil goes to vote on October 3, it will not only seek a new leader but also a new face and voice to present to the world, a person who will inevitably and decisively shape the country's agenda for years to come.

 

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publicado por IPRIS às 16:45
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